"Um pequeno fato.
Eu odeio mentiras.
Outro fato.
Eu sou uma mentirosa."
"Lies
Bem, a vida é cheia de mentiras, isso eu posso afirmar com o maior prazer...
Um pequeno fato.
Eu odeio mentiras.
Um outro fato.
Eu sou uma mentirosa.
Praticamente, eu odeio a mim mesma e minha própria vida! E acho isso bastante comum em relação aos adolescente da minha idade – ou menor que a minha idade - , hoje em dia se tornou tão comum odiar a si próprio e a própria vida, que é raro encontrar aquela pessoas que ainda tem uma pequena esperança.
Sou Lynn, tenho dezesseis/dezessete anos, estudo no colégio Sweet Amoris, Paris, França.
Todos naquele colégio sabem da minha fama de mentirosa de primeira, por isso, obviamente, que ninguém confia em mim naquele colégio, bom, devo considerar uma exceção, tem alguém, que incrivelmente, decidiu ignorar minha fama de mentirosa e decidiu confiar em mim.
Lysandre.
Ele é uma pessoa... enigmática. Misterioso. Calmo. Gentil. Cavalheiro. Esquecido... Ele me trata como uma pessoa verdadeira, conversa comigo como se eu não fosse uma mentirosa, embora não acredite nas histórias que conto sobre mim, ele apenas as escuta, sem discordar, as vezes ate rir!
É estranho que ele queira se tornar meu amigo – acho que ele já é meu amigo!
- Lynn... Lynn! Já chegamos no seu colégio! – acordei de meus devaneios com minha tia, que gosta de ser chamada de fada madrinha, cutucando minha bochecha, algo que acho bastante irritante. – Lynn!
- Ta, tia, eu já estou saindo! – abri a porta do carro e o fechei, com força, sai em direção a porta, ignorando a bronca da minha tia. – Sinceramente... – murmurei, abrindo a porta do colégio e entrando, não tinha ninguém no corredor, é claro, era feriado, mas eu sou obrigada a ir pro colégio hoje por causa da reunião do conselho estudantil. Sim, eu faço parte o conselho estudantil. Abri a porta da sala do conselho e entrei, tinha apenas poucas pessoas ali, e me admire que Nathaniel ainda não tivesse chegado! - Hum...
Coloquei minha mochila na mesa, e sai da sala.
Não fazia sentindo continuar ali, sendo que a reunião não havia nem começado! Irei pensar seriamente em sair do conselho estudantil, é completamente irritante.
Segui em direção ao segundo corredor, espiando brevemente a janelinha da sala B, tinha alguns alunos ali, provavelmente cumprindo algum castigo.
Cheguei no final do corredor e subi as escadas ate o segundo andar, me apoiei na janela ali perto, e fiquei de cabeça baixa, encarando o jardim.
- Lynn?
Ouvir a voz dele me fez paralisar! Céus, o que Lysandre esta fazendo aqui?!
Me virei rapidamente, ainda me apoiando na janela, dessa vez de costas, estava com os olhos arregalados pela surpresa.
Ele sorriu calmamente e se aproximou de mim, afagando minha cabeça e, também, se apoiando na janela, ao meu lado.
Continuei na mesma posição. Não tinha mais surpresa, não tinha mais susto, apenas não tinha coragem de me virar, minhas bochechas estavam coradas, e meu coração batia aceleradamente, minhas pernas estavam bambas.
- Lynn, esta tudo bem? Você parece vermelha... Esta passando mal? – se virou de lado, para me encarar de perfil. Minhas bochechas coraram mais ainda.
Sim, estou completamente apaixonada por Lysandre, e não é uma mentira.
- S-sim! Esta tudo bem! E-eu acho que vou voltar pra sala do conselho! A r-reunião já deve ter começado! – me afastei e desci as escadas, devagar, ainda muito corada, senti que ele me seguia com os olhos, um pouco surpreso. Me virei um pouco para trás, e vi que ele percebeu, logo o mesmo sorrindo, corei mais e continuei meu caminho, andando mais rápido.
Depois da reunião, fiquei mais um tempinho na sala, fazendo desenhos invisíveis na mesa com meu dedo.
Criei coragem e me levantei, saindo da sala.
Olhei em direção a porta e vi o ultimo aluno sair.
Estava tudo silencioso.
Exceto por um pequena melodia, quase inaudível, ecoando pelos corredores.
Andei na direção de onde vinha a melodia.
Do porão.
Reconheci a voz, logo corando mais ainda, abri a porta do porão e desci a escadas, entrando.
O garoto tocava violão e cantava uma melodia calma, tranqüila, não pude deixar de sorrir.
O mesmo pareceu não me perceber, e continuou tocando, aproveitei e me sentei ao lado dele, com um pequeno susto, ele me encarou com os olhos bicolores pelo qual eu era apaixonada!
- Lynn! Que surpresa! – sorriu.
- O-oi, Lysandre... – murmurei constrangida. – Bonita a musica! – sorri, logo me apressei a dizer. – E não estou mentindo!
- Eu sei que não. – o sorriso aumentou. – Quando você mente, você tem a mania de mexer o pé de direito lentamente.
Corei mais ainda, abaixando a cabeça.
- Lynn...
- Você deve querer saber o por que das minhas mentiras, não é? – juntei minhas mãos, nervosa.
Ele assentiu com a cabeça, sem desviar seu olhar sobre mim.
- Eu não tenho motivos para mentir. Antes, quando eu era menor, eu apenas mentia, para me enturmar. Mas ao poucos fui engolida pelas mentiras, e comecei a mentir, mentir, mentir... Cada vez mais... – levantei a cabeça. – Se tornou um vicio, no qual eu quero parar, mas eu não consigo. Eu só estarei mentindo mais ainda dizendo que irei parar amanhã ou depois... E acabei percebendo que a minha vida se tornou uma mentira para mim, que cada vez descoberta, eu inventava mais outra para me alimentar. É um vicio.
Ele sorriu brevemente, logo voltando a encarar a parede, sério.
- E se você me prometer que não vai mais mentir para mim? – ele me encarou em seguida, sorrindo.
- Para... você...? – o encarei confusa.
- Sim, você pode mentir para os outros, menos pra mim! – o sorriso dele aumentou. – Você promete? – ergueu o dedo mindinho.
- S-sim! – dessa vez, meu pé direito, não balançou, e enlacei nossos dedos mindinhos. Corando.
- Lynn, você não pode mais mentir para mim, e vai me dizer somente as verdades. – ele sorriu, um sorriso sapeca. – Agora, me responda, você ama alguém? – o sorriso dele sumiu, e o seu olhar sério.
Uma pequena esperança de que isso fosse sinal de que ele gostasse de mim se acendeu em meu peito, senti uma felicidade imensa.
- S-sim... Eu amo... alguém...! – o seu olhar estava parado sobre meu pé direito, que não se mexeu, o olhar ficou mais sério.
- E quem é essa pessoa? – ele erguei a sobrancelha, ainda com o olhar sério.
Fiquei mais nervosa ainda, e mais corada ainda, poderia dizer que eu tinha virado uma pimenta! Comecei a correr o olhar pela sala, com medo.
- Lynn, me responda.
Escondi meu rosto com as mãos.
- Você. – minha voz saiu abafada pela palma das minhas mãos.
- O... que? – o tom da voz dele pareceu um pouco confuso.
- Eu amo você, Lysandre. – minha voz saiu mais baixo.
Sentir ele agarrar meu pulso, tirando minhas mãos do meu rosto, me derrubando no sofá do porão, ficando por cima de mim, me encarando sorrindo, um pouco corado.
Meus olhos estavam arregalados, estava mais corada ainda, com os lábios entreabertos, um pouco surpresa.
- Eu amo você, Lynn. – arregalei ainda mais meus olhos, corando um pouco mais.
- L-lysan... – o mesmo me interrompeu, me beijando, invadindo minha boca com sua língua, explorando cada canto dela.
Comecei a relaxar e fechei meus olhos, colocando minhas mãos em sua costa, nos aproximando cada vez mais.
O beijo se intensificou, ficando cada vez mais excitante, suas mãos, percorria pelas minhas costas, descendo para a cintura e parando nas minhas coxas, dando leves apertões.
- L-lys... – gemi baixo, ainda entre o beijo. Lysandre desceu a cabeça para o meu pescoço, dando leves chupões. Puxei o cabelo prateado dele de leve, gemendo mais ainda.
Já estávamos completamente sem roupa, bem, não completamente, eu ainda usava minha calcinha verde, e ele sua cueca box preta.
Ele massageava meu seio esquerdo, e chupava, as vezes mordiscando o bico, do direito.
Eu fincava cadê vez mais minhas unhas nas costas dele.
Não me importava que a gente estivesse no porão da escola, não me importava que eu estivesse prestes a perder a minha virgindade, afinal eu estava com aquele que amo.
Senti ele descer com a língua ate meu umbigo, fazendo movimentos circulares com a língua envolta dele, me fazendo arrepiar, logo arrancando minha calcinha
- L-lys... – murmurei. – O-o que v-vai... – fui interrompida pelo meu gemido alto.
Lysandre me penetrava com a língua, era quente e úmida, fazia movimentos circulares, enquanto com o polegar massageava meu clitóris.
Ele estava querendo me transformar em uma maníaca por sexo, só pode! Explorava meu íntimo com a língua sem pudor algum, meus gemidos ficavam cada vez mais altos. Estava sentindo um prazer intenso.
Gozei na boca dele, ele engoliu tudo, logo se levantando, se dirigindo ao meu rosto, beijando minha bochecha, com um sorriso travesso.
- L-lysandre... E-estou... pronta... – murmurei, enlaçando a cintura dele com minhas pernas, pressionando minha intimidade no membro dele, o fazendo soltar um gemido rouco.
Abaixei a cueca dele, deixando o membro dele todo a mostra.
Ele segurou minhas coxas, se posicionando para entrar.
Logo me penetrando de um vez.
Soltei um grito de dor e prazer ao mesmo tempo, me agarrando nas costas deles, fincando novamente minhas unhas.
Ele ficou parado, esperando eu me acostumar, enquanto cantava, ofegante, uma musica no meu ouvido, para me fazer relaxar.
A dor foi substituída aos poucos pelo prazer, meus músculos relaxaram, ofegante, sussurrei no ouvido dele:
- P-pode continuar...
Lysandre começou a fazer movimentos de vai e vem lentos, aos poucos aumentando o ritmo.
Eu movia meu quadril de acordo, como uma dança.
Antes desse dia, eu pensava que a vida era uma droga, feita de mentiras. Eu me odiava.
Mas... Eu estava completamente enganada.
- Lynn, vamos? – Lysandre terminava de abotoar a camisa, com seu casaco no braço.
- S-sim! – respondi corada, me desencostando da parede.
Ele me entregou seu casaco, me fazendo vesti-lo, ele disse que estava chovendo.
Saímos da escola, com nossas mãos entrelaçadas.
Depois de transar, era óbvio que ele me pediria em namoro! E eu estava completamente feliz com aquilo!
A partir de hoje não irei mais mentir.
A partir de hoje... Mentira não é mais o meu vicio."
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